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Mundo Novo
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Atualizado em  |  27/08/2012 13:40
Perfil
Júlio César Moschetta da Silva
julionatural@yahoo.com.br

Graduado em Engenharia Ambiental, especialista em Educação Ambiental e Gestão de Recursos Hídricos. Atuante em Conselhos Municipais em Caçador, Comitê da Bacia do Rio do Peixe e OnG Gato do Mato. Na coluna Mundo Novo Júlio escreve sobre assuntos ambientais, relacionando o tema com o desenvolvimento humano. Também aborda assuntos de caráter filosófico, abrindo discussão sobre a consciência humana.

Insatisfação – “Osho"

Um dos sentimentos mais experimentados pelos seres humanos nos dias atuais é o de insatisfação. Por mais que o avanço tecnológico nos traga confortos e possibilidades de obter prazeres, aumenta na mesma proporção o número de pessoas infelizes, angustiadas e insatisfeitas com suas vidas.

Uma das principais razões é, certamente, o fato de que a sociedade em que vivemos alimenta a ilusão de que a felicidade será encontrada no acúmulo de dinheiro, bens materiais e honrarias que somente fortalecem o ego. Aos poucos, vamos nos dando conta de que as vitórias obtidas, só fazem surgir novos desejos, tornando-nos um poço sem fundo de necessidades não realizadas.

A saída deste círculo vicioso só é possível quando nos conscientizamos de que, quanto mais tempo dedicamos aos objetivos externos, menos conhecemos a nós mesmos. E, consequentemente, menores são as chances de descobrirmos nossos reais objetivos nesta vida.

A crença nos valores que nos foram impostos é o principal obstáculo para o fortalecimento de nossa auto-estima. Somente quando nos tornamos capazes de enxergar nosso valor como seres humanos, independente das limitações que possuímos, é que poderemos alcançar satisfação mesmo nas nossas menores conquistas.

Valorizar aquilo que nos realiza, que faz bater mais forte nosso coração, independente do reconhecimento do mundo, é o caminho mais seguro para experimentarmos a paz e a alegria que faz a vida valer a pena.

“ Osho, por que eu vivo sentindo que alguma coisa está faltando, que eu deveria ser algo a mais? - Osho, The Book of the Books

É porque desde a sua infância lhe foi dito que você, em si mesmo, é intrinsecamente inútil. Do jeito que você é, não tem valor algum. O valor tem que ser obtido, o mérito tem que ser evidenciado. Desde o início de sua infância, isto lhe foi ensinado milhões de vezes.. E a melhor maneira de destruir uma criança é destruindo a sua crença em si mesma.

Para destruir a crença dentro de uma criança, você tem que lhe provar que o valor não é algo dado pela natureza, mas sim que deve ser conquistado na vida. E você pode perdê-lo, a não ser que você trabalhe, seja muito ambicioso, lute com os outros... E para alcançar esse valor tem que lutar, olho por olho, dente por dente, tem que pisar na garganta do outro. Você foi condicionado a ser violento, ambicioso e cheio de desejos: para ter mais dinheiro, mais poder e mais prestígio.

... Por tanto tempo você permaneceu agarrado àquilo, pensando que era belo, precioso e nutritivo. Agora eu digo. `Tudo isto é tolice! Abandone isto e simplesmente seja você mesmo´!

Não é uma questão de se alcançar, é apenas uma questão de se tornar consciente. É apenas uma questão de se tornar consciente, alerta e desperto... Uma parte sua acena com a cabeça dizendo sim, pois o que está sendo dito é simplesmente a verdade da vida, embora todo o seu treinamento seja contra isto. Quando você se afasta de mim, a mente salta de novo sobre você com vingança. E naturalmente ela é poderosa. E, por ser tão poderosa, ela destrói a sua inteligência.

A inteligência nada tem a ver com a mente. Inteligência tem algo a ver com o coração. É a qualidade do coração. Intelectualidade é qualidade da cabeça. O intelectual não é necessariamente uma pessoa inteligente. E uma pessoa inteligente não é necessariamente intelectual.

...Toda a sociedade tentou fazê-lo inconsciente de sua inteligência. A sociedade é contra a sua inteligência. Ela quer que você seja medíocre, porque somente os medíocres podem ser bons escravos. Ela quer você sem inteligência e estúpido, porque somente as pessoas estúpidas podem ser dominadas.

E as pessoas estúpidas são obedientes, nunca são rebeldes. Pessoas estúpidas simplesmente vegetam. Elas nunca se esforçam para otimizar suas vidas. Elas nunca acendem as tochas de suas vidas, elas não têm intensidade. A estupidez é obediente e a obediência cria estupidez.(...)

....Eu estou lhe dizendo que antes de tudo você nada perdeu. Por favor, pare de tentar encontrar, pare de buscar e procurar. Você já tem! Tudo o que é preciso você já tem. Simplesmente olhe para dentro e você encontrará tesouros infinitos e inesgotáveis de alegria, amor e êxtase.

Nada estará faltando se você olhar para dentro, mas se você continuar procurando do lado de fora, você se sentirá mais e mais frustrado.... E toda a ironia é que... aquilo sempre esteve dentro de você, neste momento está dentro de você.

Mas não acredite em mim. Eu não estou aqui para criar crentes. Eu estou aqui para ajudá-lo a experienciar. No momento em que a verdade se torna sua experiência, ela liberta. A verdade liberta, diz Jesus - não a crença, mas a verdade.

Mas a minha verdade não pode ser a sua verdade. A minha verdade será a sua crença. Somente a sua verdade pode ser verdadeira para você. A verdade certamente liberta, mas eu acrescento que a verdade tem que ser a sua verdade. A verdade de nenhuma outra pessoa pode libertar você. A verdade de outra pessoa se tornará apenas um aprisionamento.

Nada está lhe faltando. Nada está faltando a ninguém. Pela própria natureza das coisas, nada pode estar nos faltando. Nós somos parte de Deus e ele é parte de nós. Não tem jeito, não há possibilidade de estar faltando algo. (...)

...Você tem que ser justamente você mesmo e ninguém mais. Na verdade isto é o que significa natureza búdica: ser você mesmo”.


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