Mundo Novo
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Atualizado em  |  08/11/2012 13:47
Perfil
Júlio César Moschetta da Silva
julionatural@yahoo.com.br

Graduado em Engenharia Ambiental, especialista em Educação Ambiental e Gestão de Recursos Hídricos. Atuante em Conselhos Municipais em Caçador, Comitê da Bacia do Rio do Peixe e OnG Gato do Mato. Na coluna Mundo Novo Júlio escreve sobre assuntos ambientais, relacionando o tema com o desenvolvimento humano. Também aborda assuntos de caráter filosófico, abrindo discussão sobre a consciência humana.

O EGO HUMANO

Eu gostaria de me sentir sempre feliz! E quem não gostaria? Gostaria de permanecer com aquele sentimento de plenitude que experimento quando me encontro imensamente grato por aquilo que já tenho! É assim que gostaria de me sentir, sempre (pleno). No entanto, a vida é cheia de paradoxos, e nós sabemos que não podemos estar sempre cem por cento felizes, pois no dia-a-daia muitas vezes choramos de tristeza, sentimos dor pela falta de algo, que na maior parte das vezes é algo superfulo (fútil)!

Nossa existência nos leva a experimentar a tristeza para que possamos reconhecer a felicidade. Sim, creio que precisamos do preto para reconhecer o branco, precisamos da fome para reconhecer a saciedade, precisamos da carência afetiva para reconhecer a felicidade de amar. Mas somos gratos por aquilo que recebemos? Bem, essa é outra historia! Normalmente nos esquecemos de agradecê-Lo por aquilo de bom que recebemos, mas nos queixamos, sim, nos queixamos muito por aquilo que não temos. De manhã, quando abrimos os olhos, nos lembramos de agradecer a Deus pela vida? Normalmente o Eu interior agradece, mas o Ego não. Sabem o por quê? O Ego é o outro eu, ou seja, é um eu imaginário, criado não à imagem e semelhança de Deus, mas à imagem e semelhança dos outros!

O Ego se espelha nos outros, pois é criado em nós pelo ambiente, pela sociedade em que vivemos, pela mãe e pelos parentes que nos rodearam quando crianças. É através dessas pessoas que construímos o Ego. São eles, aqueles que nos rodeiam, que permeiam nossa mente de modelos para nos servirem de espelho. O Ego nos é útil, faz parte de nossa personalidade e não podemos prescindir dele, pois vivemos numa sociedade e precisamos estar inseridos nela, nos espelhando e nos adequando a ela. Assim, pouco a pouco, ao crescermos, construímos em nós uma identidade, como se fosse um outro Eu. E acabamos acreditando ser esse nosso verdadeiro Eu! Mas o Eu interior, aquele que é alimentado pela centelha divina dentro de nós, este é diferente, único, não precisa de espelho, não precisa de regras, recebe alento somente do Criador. O Eu está sempre feliz!

Por essa razão, podemos fazer essa constatação: o Eu não sofre, quem sofre é o Ego. Vamos fazer um exercício: quando experimentarmos algo ruim, uma dor, por exemplo, vamos nos perguntar: é o Eu que está sofrendo ou é o Ego? Creio que o Eu sofre ao ver outro ser humano sofrer e então sente aquela dor como sua e corre para aliviar o sofrimento alheio. A isso chamamos de Amor Universal, que nos faz sentir solidários, integrados ao TODO. O Ego, por sua vez, sofre porque vê outro ser humano ‘ter’ algo que ele não tem. O Ego sofre mais que o Eu e se aprendermos a reconhecer essa dor, esse sofrimento, se aprendermos a fazer essa diferença então viveremos mais serenos.

Então, quando estiverem sofrendo por alguma coisa, pensem: Puxa, não sou Eu quem está sofrendo, é o meu Ego! Saber reconhecer essa diferença nos faz viver em Paz, aceitar o sofrimento como experiência necessária para o crescimento, nos torna mais serenos, alivia imediatamente a dor. No momento em que reconhecermos essa diferença a Luz Divina estará nos ajudando e aliviará nosso sofrimento. Vocês já repararam na serenidade que vemos no rosto de algumas pessoas iluminadas? Em todas as religiões existem pessoas iluminadas que espalham ao redor de si essa sensação de harmonia e serenidade. O Dalai Lama é um dos exemplos, o Papa João Paulo II também o era, assim como outros tantos de todas as raças e cores, provenientes de todas as religiões do mundo! Eles estão SEMPRE com o Eu Interior conectado com o Todo e reconhecem a diferença entre o Ego e o Eu. Assim, vivem serenamente.

Muitos artigos, e de vários autores, nos explicam sobre a Lua e suas influências sobre nosso caráter, nossa maneira de sentir e reagir às emoções, mas poucos explicam que nós, não somos escravos do Ego! Portanto, caros internautas, procurem desenvolver todas as qualidades de seu Sol central! Façam brilhar esse Sol. Basta reconhecer nossa união com a luz divina e estarão começando a viver uma vida de serenidade e de paz interior. Eu sei, é difícil colocar na prática esta questão, pois, afinal o Eu e o Ego são interligados, mas se conseguirmos refletir um pouco por dia sobre isso, logo ocorrerá milagres em nosso dia-a-dia e viveremos com menos sofrimento, menos dor e menos vazio.

Um grande abraço a todos e até a próxima.

Júlio César Moschetta da Silva


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