Mundo Novo
Caçador, lugar de vitórias, derrotas e traumas!
Comentários da matéria Diminuir o tamanho da letraAumentar o tamanho da letra
Atualizado em  |  06/05/2013 09:57
Perfil
Júlio César Moschetta da Silva
julionatural@yahoo.com.br

Graduado em Engenharia Ambiental, especialista em Educação Ambiental e Gestão de Recursos Hídricos. Atuante em Conselhos Municipais em Caçador, Comitê da Bacia do Rio do Peixe e OnG Gato do Mato. Na coluna Mundo Novo Júlio escreve sobre assuntos ambientais, relacionando o tema com o desenvolvimento humano. Também aborda assuntos de caráter filosófico, abrindo discussão sobre a consciência humana.

Estive conversando com alguns amigos sobre as realidades de Caçador, sobre a forma de nosso povo agir e pensar. E posso dizer aqui, que de forma geral todos estes concordam que ainda existe algo errado em Caçador! Não quero neste momento criticar nossa cidade de jeito algum, mas gostaria de refletir com o leitor o real motivo de nosso povo ainda ter dificuldades em pensar no coletivo, ter dificuldades em confiar nas outras pessoas!

Podemos fazer uma analogia com a própria guerra do Contestado, que empregnou de ódio e sangue toda esta região. Será que a energia negativa desta época ainda está em nossos ambientes e nosso povo? Poderíamos ainda pensar nas realidades do início da colonização, onde os coronéis ditavam todas as regras para o município. Será que ainda não é um pouco assim? Bem, de qualquer maneira nosso povo (ou sua origem) passou por diversos momentos de misérias, doenças, ditadura e outras formas de formação da consciência humana.

Trabalho com a Educação Ambiental há mais de 15 anos, tenho duas  especializações nesta área e alguns artigos publicados sobre os níveis de consciência ambiental em Caçador; e posso dizer que nossa região tem mais dificuldade de incorporar os temas ambientais. Muitos que trabalham as questões ambientais, só desenvolvem estas atividades por visarem um retorno pessoal e não o bem estar coletivo.

É claro que esta corrosão moral não fica só na área do Meio Ambiente, por exemplo, poderíamos citar diversas passagens políticas na história de nosso município, onde se buscou prejudicar uma pessoa ou um grupo de pessoas, pois estes não comungavam de um mesmo ideal político, mesmo que para isso todo o trabalho que estas pessoas estavam desenvolvendo pela comunidade fosse prejudicado! Pois é, quando ocorre uma perseguição política, vocês achão que este admistrador estava pensando realmente no coletivo (na comunidade) ou somente em saciar seus desejos de poder?

Penso que neste sentido, nosso município acaba tendo uma tendência individualista, pois ainda distribui benefícios aos parceiros (muitas vezes ineficientes) e prejudica outros setores ou representantes da comunidade (pois estes não colaboraram na campanha), assim, tendendo a desunir o município como um todo. Quando perdemos diversas representações, entidades sociais, empresas e outros grandes empreendimentos para municípios como Videira e Joaçaba, a gente fica se culpando. Mas o que foi que deu errado? Talvez o que está dando errado nestes casos é a nossa individualidade pessoal e política. E ainda a nossa dificuldade de ver o outro como parceiro, amigo, conjunto e não como concorrente político, demagogista, encreenqueiro, de outra cultura ou religião!

Bem, poderíamos falar ainda muito sobre isso, mas uma coisa o leitor vai ter de concordar comigo: tem algo errado junto ao pensamento coletivo de nosso município! Vamos pensar nisso, e de repente, se for de seu interesse, vamos tomar alguma AÇÃO para mudar este monstro que assola a mente de nossas lideranças; seja este o monstro do EGO, da IGNORÂNCIA, da ÂNSIA DO PODER ou da HIPOCRISIA.

Um grande abraço a todos e até a próxima!

Eng. Júlio César Moschetta da Silva


01/09/2017 12:31
A linda e o anjo
Márcio Roberto Goes
01/09/2017 12:30
Três passos para gerenciar bem uma equipe
Leila Longo Romão
09/08/2017 18:26
Como reduzir custos na empresa sem promover demissões
Leila Longo Romão