Amor & Sexo
Solteira e feliz!
Comentários da matéria Diminuir o tamanho da letraAumentar o tamanho da letra
Atualizado em  |  04/10/2013 18:22
Perfil
Lidiane Cattani
cattanirabello@hotmail.com

Depois de conversas e conselhos sobre relacionamentos amorosos à amigas, Lidiane passou a publicar essas histórias e opiniões. Os artigos deram tão certo que já são três anos desse trabalho. A participação do leitor e as pautas sobre o assunto são muitas, o que garante boas histórias. A popularidade da coluna se justifica pelo fato dos leitores se identificarem com as situações e pela forma descontraída como a autora conduz as respostas. A maioria dos artigos são apimentados, o que aguça a curiosidade do leitor.

“Oi Lidi! Estava lendo a história da semana passada, por isso resolvi escrever. Para você ver como é a vida. Realmente cada caso é um caso. Eu também sou essa mulher solteira, enxuta, conservada, de boa aparência, independente, bem resolvida, com a diferença que sou e estou muito feliz sozinha. Lidiane, tenho 43 anos, não tenho filho, fui casada por 12 anos, depois de um ano separada, fui viver com uma outra pessoa com quem fiquei por três anos e agora faz cinco que estou novamente solteira. Sabe, desde sempre, minha vida esteve muito focada no trabalho. Trabalho e estudo sempre foram as minhas prioridades.

Me considero uma workaholic (pessoa viciada compulsivamente em trabalho). Acho que por isso meus relacionamentos não deram certo. Meu primeiro marido queria um filho mas eu sempre deixava em segundo plano. Não que eu não quisesse, eu até queria, só não encontrava um tempo para encaixar um filho na minha vida. Filho é compromisso, demanda atenção, gastos, tempo e eu não tinha e não tenho esse tempo. E ter filho para uma outra pessoa cuidar, não acho certo, nem justo com a criança, nem com quem vai assumir o compromisso de cuidar, educar. E hoje vejo que está cada vez mais difícil educar um filho. Sabe Lidi, meu casamento só durou dez anos porque meu ex-marido viajava muito e, claro, existia amor. Quando estávamos juntos vivíamos uma paixão intenso. Tínhamos muita cumplicidade e afinidade em tudo. Pelo fato dele viajar muito eu conseguia tranquilamente trabalhar e estudar sem ele me cobrar atenção e presença permanente. Quando ele estava em casa, tentava ficar com meu tempo mais livre para poder lhe dar atenção e carinho. Mas era ele sair pela porta para suas longas e demoradas viagens, estava eu entrando novamente no ritmo. Você deve estar se perguntando: como eu fazia sem sexo, já que meu marido ficava tanto tempo fora de casa? Viva a tecnologia! (rsrsr) Como você já falou por aqui. Eu também tinha e ainda tenho um `amigo íntimo´. Era com ele que satisfazia minhas necessidades sexuais. Meu marido sabia que eu tinha esse `amigo´. Ele não se importava de eu usar. As pessoas podem até não acreditar mas eu me propus ser fiel e respeitá-lo enquanto estivéssemos juntos (casados).

O nosso casamento só não vingou porque no último ano ele parou de viajar e montou uma empresa aqui. A minha falta de tempo foi o estopim para o fim da relação, fora que meu marido queria filhos e eu, naquele momento, não queria. Eu me considero uma companheira fácil de conviver. Sabe Lidi, pelo fato de um não ter muito tempo livre (praticamente nenhum), não fico fazendo cobranças, simplesmente vivo intensamente. Quando estou junto da pessoa amada, sou muito intensa, mas a partir do momento que viro as costas ligo o botão no automático e volto a minha vida `louca´. Quando tenho alguém gosto de trocar mensagens carinhosas, mas uma que outra, não gosto e também não tenho tempo de ficar o dia inteiro trocando mensagens, por mais que hoje tenhamos muitos aparelhos eletrônicos para nos aproximar das pessoas. Meu segundo relacionamento foi parecido com o primeiro, só acabou antes. Como aconteceu com meu primeiro marido, não achava justo com meu parceiro impedi-lo de realizar o sonho de ser pai e de ter alguém mais presente, por isso os deixei livres para encontrar um novo amor. Hoje ambos estão casados e com lindos filhos, somos amigos e nos respeitamos muito. Sou até amiga de suas respectivas mulheres. Lidi, não me vejo sem essa vida cheia de compromissos profissionais, sociais e de estudos (Não sou baladeira, fico muito em casa, só saio para compromissos profissionais ou jantar fora uma ou outra vez na semana). Hoje tenho uma pessoa com quem saio de vez em quando. Não é meu namorado, é um caso. Uma vez por semana ou a cada 15 dias saímos para `namorar´. Ninguém sabe dessa minha relação. Ele é solteiro com eu, só que não queremos divulgar que saímos. Ninguém precisa saber com quem saio. Sei que ele sai com outras mulheres, isso me incomoda um pouco, mas não cobro nada (cobro apenas que se previna das doenças). Gosto de sua companhia, gosto do sexo com ele e é isso que importa. Quando for para sair com alguém que seja com quem eu realmente quero, e eu quero e gosto de sair com ele, o considero meu parceiro fixo, mesmo sem compromisso sério. Lidi, hoje, tenho comigo que não quero mais viver com ninguém, digo, casar, dividir o mesmo teto. Gosto da minha vida, gosta da minha privacidade, gosta da minha liberdade. Me considero uma mulher feliz e realizada. Gosto de ficar em casa sozinha, lendo, cuidando da casa, encaminhando os meus trabalhos, cuidando dos meus cachorros, que são minhas melhores companhias. Lidi, é isso aí, falei. Queria dividir com você e seus leitores um pouco minha vida. Beijo.” Francine (nome fictício) – Centro

foto1
clique na foto para ampliar

Olá Fran. Gostei da sua história. Mulher positiva, segura, determinada. Te admiro! No início da minha carreira meu único foco também era estudar e trabalhar. Quando fui morar em Lages existia apenas uma ideia fixa na minha cabeça: quero trabalhar na televisão. E trabalhei. Mesmo sem formação em Jornalismo entrei para a TV. Naquele tempo eu fazia inglês, na CNA; espanhol, no CCAA; tinha um programa de entretenimento, na TV Pinhão, produzia uma revista (estilo a IDEIA), que circulava no Diário Catarinense e ainda fazia faculdade de Publicidade e Propaganda, na Facvest. Morava sozinha e vou te confessar: Eu amava ficar na minha kitnete sozinha. Tinha muitas amizades mas adora estar só. Na verdade, dentro de casa, eu estava sempre funcionando. Até hoje não consigo ficar parada. Se estou acordada, estou sempre na ativa. Dificilmente vai me ver totalmente ociosa. Até na cama se estou acordada, estou fazendo algo, ainda mais agora que tenho marido (srsrsrsr – brincadeirinha! Falei isso só para descontrair).

Fran, quando eu morava em Lages eu até engatei uns namoricos, mas eu sempre deixava bem claro: não se prenda a mim, porque se amanhã surgir uma oportunidade melhor de trabalho estou indo embora daqui. Lembro que eu tinha compromisso (de trabalho ou de aula) quase todas as noites. Meu namorado queria ir jantar, ir no cinema e eu nunca podia. Daí terminamos. No dia seguinte eu voltando do inglês me dou de cara com ele e outra moça chegando no cinema, que ficava na rua da minha casa, na Jorge Lacerda. Eu pensei comigo: está aí, ele encontrou a pessoa certa. Que seja feliz!

Na verdade daquele tempo eu condicionei o meu cérebro a focar apenas na minha carreira, o amor estava em outra esfera. Verdadeiramente eu não gostava, não amava ninguém. Por isso não sofria por amor. A minha obsessão em crescer profissionalmente era tamanha, que nada faria eu perder o foco. E até hoje, estou ligada 24 horas no 220. Sou hiperativa. Sou workaholic. Mas, além de toda essa compulsão por trabalho, também queria ter família e hoje tenho a minha, por isso precisei desacelerar. Se queremos dividir a vida com alguém, queremos ter filhos, devemos saber que temos obrigações com esses novos integrantes da nossa vida. Gosto dessa vida em família. Amo meu trabalho. E consigo conciliar bem os dois. Hoje minhas prioridades são outras.

Por isso Fran, a vida é feita de prioridades. Num determinado momento queremos algo, em outro já não queremos mais. Hoje, pensamos de um jeito, amanhã de outro. E que bom que podemos mudar. Não vou estranhar se amanhã você chegar para mim e dizer: “Lidiane, estou amando loucamente. Vou me casar! Estamos grávidos. Queremos criar nosso filho juntos.” Amiga, simplesmente vou dizer para você: Seja feliz!

Por isso amigo leitor, não tenha medo de mudar seus pensamentos. Feliz daquele que se dá a oportunidade de rever seus conceitos, seus interesses, sua forma de ver a vida e as pessoas. Pense nisso!

Com carinho,
Lidiane Cattani Rabello - jornalista


03/07/2017 13:46
Hora da Razão
Leila Longo Romão
27/06/2017 09:44
Seis motivos para investir em programas de fidelidade
Leila Longo Romão
12/06/2017 12:02
Líderes multitarefas trazem maior retorno para o varejo
Leila Longo Romão
30/05/2017 09:52
7 fatores que impulsionam o sucesso de um negócio
Leila Longo Romão