Amor & Sexo
Escolho o príncipe ou o sapo?
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Atualizado em  |  21/02/2014 19:27
Perfil
Lidiane Cattani
cattanirabello@hotmail.com

Depois de conversas e conselhos sobre relacionamentos amorosos à amigas, Lidiane passou a publicar essas histórias e opiniões. Os artigos deram tão certo que já são três anos desse trabalho. A participação do leitor e as pautas sobre o assunto são muitas, o que garante boas histórias. A popularidade da coluna se justifica pelo fato dos leitores se identificarem com as situações e pela forma descontraída como a autora conduz as respostas. A maioria dos artigos são apimentados, o que aguça a curiosidade do leitor.

“Olá Lidiane. Vou usar o nome fictício de Priscila para conversar com você. Já faz um certo tempo que estou fazendo rodeios para te escrever. Mas hoje, senti uma vontade imensa de desabafar com alguém. Sou a mais nova de três irmãs, a diferença de idade entre a gente é grande, por isso, hoje, não temos assuntos em comum. Quem sabe quando eu estiver com mais idade passamos a ser confidentes umas das outras.

A minha mãe é um doce de mãe, mas devido as dificuldades da vida e a forma como foi criada fez com que se criasse uma barreira entre a gente. Não me sinto a vontade para conversar com ela sobre determinados assuntos. As amigas são muito poucas, apenas as do colégio e elas já demonstraram que são pouco confiáveis. Lidi, me sinto só! Tenho tantas perguntas sem respostas. Tenho muita ânsia de ser feliz, de ter uma vida diferente da minha mãe e das minhas irmãs, que estão separadas e muito amargas.Tudo isso reflexo de decisões erradas que tomaram ao longo de suas vidas.

Não convivo com meu pai, depois que ele nos deixou para viver com uma moça bem mais jovem do que ele, eu não quis mais conversa. Lembro quantas dificuldades financeiras passamos. Minha mãe teve que arregaçar as mangas e ir trabalhar nas casas para poder colocar comida na mesa. Minhas irmãs também tiveram que trabalhar para ajudar a pagar as contas. Trabalhavam de dia e estudavam a noite, enquanto eu passava o dia na creche. Foram anos difíceis aqueles. Hoje, graças a Deus e ao esforço de todos aqui em casa levamos uma vida digna. Minhas irmãs casaram, se separaram e voltaram para a casa da mãe. A nossa casa virou a casa das quatro mulheres. Minhas irmãs estão bem colocadas profissionalmente, nossa mãe até parou de trabalhar, hoje cuida apenas da nossa casa, que hoje é realmente, nossa casa. Deixamos de pagar aluguel há um bom tempo. Minha mãe hoje é uma mulher feliz, aproveita a vida mesmo! Quase todas as tardes tem uma ocupação. Ou é bailinho da melhor idade, ou é bingo, ou é chá na casa das amigas.

O que não rola para ela é ficar em casa. Namorar? Casar? Ela não quer mais. Ela diz que quer mesmo é viver a vida, sem cobranças. Sofreu muito com meu pai. Hoje ela é livre, livre para dança e conversa com quem quiser. É a alegria em pessoa! Minhas irmãs estão vivendo uma fase em que querem se dedicar apenas a carreira. Homem, só da porta da casa para fora. E eu? Eu estou vivendo o dilema do primeiro amor. Lidiane, sou uma adolescente de 16 anos, diferente das meninas da minha idade, ainda sou virgem.

Me acho uma moça interessante, bonita, porém sou bastante reservada, o que faz com que eu me torne desinteressante aos olhos dos meninos. Tem um rapaz da minha sala que é um Deus grego! Fico babando toda vez que ele entra na sala. E para piorar, ele senta atrás de mim. Nos dias de prova sempre passo cola para ele. Sabe, sou bastante estudiosa e ele totalmente o contrário. Só quer saber de jogar bola, fazer festa e azarar as meninas. Lidi, ele nem me enxerga, a não ser nos dias de prova, quando precisa de cola. Minhas duas melhores amigas sabem da minha paixão, mas, eu sempre nego. Não quero passar por ridícula.

Sabe Lidi, não confio nelas, um dia uma delas acabou ficando com ele e depois veio me contar. Vê se essa é uma atitude de amiga! Fez isso só para me magoar, para dizer que é melhor do que eu. No fundo, no fundo elas não são minhas amigas de verdade, vivem confabulando contra a minha pessoa.

Mas Lidi, apesar dessa paixão irreal que eu alimento, tem uma pulga atrás da minha orelha mordendo devagarzinho. Vou lhe contar o que é. Eu tenho um amigão na sala de aula muito bacana. Sentamos sempre juntos. Ele é muito inteligente e educado. Todos o chamam de CDF. Ele não é lindo como o fulano que te falei, usa aparelho nos dentes, óculos de grau, têm algumas espinhas no rosto, é meio franzino e usa umas roupas esquisitas. Passa longe de ser um rapaz atraente. Sinto que ele gosta de mim de verdade, não só como amigo. Faz tudo para me agradar e me ver feliz. Ele sabe que eu sou apaixonada pelo bonitão da sala, como todas as outras meninas são, mas, mesmo assim, está sempre ali presente para me estender a mão. Ele é a única pessoa que realmente confio. Esse sim é um amigo fiel. Coisa rara na minha vida! Sabe Lidi, nestes últimos dias comecei a pensar muito sobre esses meus ‘dois amores’.

O real e o imaginário. Inclusive tenho pensado muito no meu ‘ogro’. Verdade! Não sei se é carência, ou porque me sinto muito só, se é porque tenho muita vontade de ter um namorado, ou porque ele realmente começou a mexer comigo. Tenho muitas dúvidas que insistem em permanecer na minha cabeça. Minha virgindade também é algo que me tira o sonho. Me sinto um ET. Todas as minhas conhecidas já transaram e eu ainda não. Pior que não tem nem como eu mentir porque todos sabem que nunca namorei, que estou sempre sozinha. Até pouco tempo atrás fugia dos meninos porque eu era BV (Boca virgem). Tinha o maior medo de não beijar certo. Até que um dia, numa festa de 15 anos, um menino ‘tascou’ um beijo de novela em mim. Bati nele quando me largou, depois, lá no fundo, até agradeci por ter me beijado, só assim vi como o tal beijar na boca. Achei estranho. Mas agora já sei me virar e relaxar. Lidi, o que me diz de tudo isso que te contei. Na sua opinião, qual o caminho que devo seguir? Beijos. Sou sua fã!” Priscila – Bairro Bom Jesus

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Olá Priscila! Aposta que não vê a hora de completar 18 anos e conquistar a tão sonhada liberdade. Não é mesmo! Eu já passei por essa fase e, pode acreditar, não há grandes mudanças não. É apenas um número. As mudanças acontecem não porque você completou 18 anos, mas, porque nossos pensamentos mudam, nossas vontades e interesses mudam. Esse é o bom do envelhecer! Dia após dia vamos amadurecendo e revendo nossos conceitos, nossas atitudes. Priscila querida, todas as idades podem ser fantásticas, desde que você viva com intensidade cada uma delas. O que não dá é viver pela metade.

Mas amiga, você não está só nesse seu dilema, muitas meninas da sua idade também enfrentam este turbilhão de perguntas sem respostas. Priscila uma coisa eu aprendi ao longo desses meus quase 39 anos. Nada acontece antes do tempo. E cada um tem o seu tempo. O meu tempo não é o mesmo que o seu. Então, não dá para comparar. Cada pessoa tem a sua história, você a sua, eu a minha e por aí vai. A partir de hoje, nada de ficar se comparando com quem quer que seja. Tudo o que acontecer em sua vida, vai acontecer no tempo que tiver que acontecer. Não é porque todas as suas amigas já transaram que você precisa urgentemente perder a virgindade. Priscila, nem sempre as coisas acontecem como programamos. Pode ser que sua primeira transa acontece com um menino que você nem goste tanto ou pode ser que seja com seu primeiro amor. Enfim, podemos listar várias hipóteses, mas só quando sua primeira transa acontecer é que você vai registrar no banco de dados da sua história. Sim, porque quando nascemos recebemos um livro em branco, onde cada um vai escrever sua própria história. Eu estou traçando a minha e você, como está escrevendo sua história? Espero que esteja sendo escrito de acordo com suas vontades. Jamais seja Maria vai com as outras. Tome as decisões por você, não pelo o que os outros querem ou acham. OK?

É Priscila, a nossa vida não vêm com manual de instrução. Por isso as decisões, as escolhas estão em nossas mãos. A vida nos mostra o que é certo e errado, cabe a cada um de nós fazer as nossas escolhas, de acordo com os nossos princípios, valores.

Por isso Priscila, no meu singelo ponto de vista, já que você começou a prestar atenção no ‘ogro’, eu tentaria uma aproximação com esse rapaz. Quem sabe está aí uma grande oportunidade de encontrar um cara bacana para namorar. Amiga, conheço ‘n’ rapazes que eram uns ‘ogros’ quando adolescentes e que depois, além de virarem uns ‘gatões’, se tornaram profissionais muito bem sucedidos, diferente dos bonitões que azaravam todas as ‘gatinhas’ do colégio, a grande maioria deles pararam no tempo e nem a beleza conseguiram conservar. Se tornaram rapazes ‘judiados’ pelas dificuldades que enfrentaram ao longo da vida, por não terem investido em uma profissão. Por isso Priscila, pense bem, eu se fosse você me daria a oportunidade de conhecer o ‘outro lado’ do ‘ogro’!

E só mais uma coisa Priscila, pode ter certeza, que a partir do momento que você aparecer com o ‘ogro’, todas as meninas vão querer saber o que este ‘ogro’ tem de tão especial que está namorando com uma menina tão bonita e interessante como você. Tome cuidado, porque elas são bem capazes de querer ver o que quê o ‘ogro’ tem! Porque é sempre assim, ninguém quer o rapaz, mas bastou alguém se interessar que todas conheçam a crescer o olho para ele. E minha filha, amiga de verdade são muito poucas! Eu, ao longo da minha vida, tive mais amizades com rapazes do que com mulheres. É, sempre tive muita dificuldade em ter amigas fiéis e verdadeiras. Levei muito ‘choque’ desde sempre. Na minha adolescência eu tinha amiga que tinha a audácia de vir aqui em casa pegar roupa para sair e não tinha a capacidade de pedir se eu queria ir junto. Esse é só um episódio para você ver quão boas eram minhas amizades femininas. Sempre fui muito sozinha, por isso até hoje me sinto muito bem apenas na minha companhia. Portanto Priscila invista no ‘ogro’, o máximo que pode acontecer é você descobrir que ele não é o que você procura. Mas, é melhor se arrepender do que fez, do que ficar se cobrando por que não fez quando teve oportunidade. Pense nisso!

Com carinho,
Lidiane Cattani Rabello - jornalista
 

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