Crônicas

Um pai carpinteiro


Um pai carpinteiro - (Márcio Roberto Goes)

Lembro bem daquele dia
Tinha um serrote na mão
Sempre mantendo a cadência
Assim meu pai me dizia:
Meu filho, para serrar
Precisa mais jeito que força
Pega bem firme no cabo
É só puxar e voltar


Como Jesus, eu tive um pai carpinteiro
Com ele aprendi a serrar e pregar
Eu tive um pai carpinteiro
Como Jesus, eu tive um pai carpinteiro
E bem cedo aprendi a trabalhar...
Eu tive um pai carpinteiro


Lembro bem daquele dia
Tinha um martelo na mão
Sempre mantendo a cadência
Assim meu pai me dizia:
Meu filho, para pregar
Precisa mais jeito que força
Pega bem firme no cabo
É só mirar e bater

Como Jesus, eu tive um pai carpinteiro
Com ele aprendi a serrar e pregar
Eu tive um pai carpinteiro
Como Jesus, eu tive um pai carpinteiro
E bem cedo aprendi a trabalhar...
Eu tive um pai carpinteiro


Assim também é a vida
Com nossos sonhos na mão
Sempre mantendo a cadência

Sem perder a direção
Pois para sobreviver
Precisa mais jeito que força
Sem desviar o caminho
Sem esquecer os conselhos

Como Jesus, eu tive um pai carpinteiro
Com ele aprendi a serrar e pregar
Eu tive um pai carpinteiro
Como Jesus, eu tive um pai carpinteiro
E bem cedo aprendi a trabalhar...
Eu tive um pai carpinteiro


Márcio Roberto Goes

Professor de Língua Portuguesa, língua Espanhola e suas respectivas literaturas, efetivo na rede estadual de ensino de Santa Catarina, graduado em Letras pela Unc, antigo campus de Caçador e especialista em análise e produção textual pela FAVEST. Escritor, palestrante, diretor artístico e locutor da Web rádio Ativa Caçador. Membro da Academia Caçadorense de Letras e Artes.

marciogrm@yahoo.com.br