Termômetro do Varejo

3 atitudes para segurar o consumidor


O comportamento do consumidor costuma sofrer várias transformações em tempos de instabilidade econômica. “O que muita gente não percebe é que essas mudanças são permanentes. Mesmo que a crise acabe, o cliente não irá retomar os hábitos anteriores”. A afirmação foi feita durante o 40 Fórum Nacional do Varejo, por  Adriano Araújo, CEO da consultoria de marketing Dunnhumby.

Segundo pesquisa recente 59% dos consumidores brasileiros reduziram as compras, e 66% deles foram atrás de preços mais acessíveis. O surpreendente é que essa busca por produtos mais baratos não acontece em todas as áreas. Eles poupam em produtos mais básicos, como artigos de limpeza e perfumaria, mas continuam mantendo pequenos luxos como salgadinhos, biscoitos e bebidas, por exemplo. “O cliente pode até comprar sabão e pó mais barato, mas se recusa a trocar a marca da cerveja – ou do celular.” Esse tipo de atitude não ocorre só no Brasil. “O mesmo fenômeno foi observado na crise econômica europeia.” Outra mudança é a busca por produtos que tragam percepção de valor. “Ele passa a questionar: será que vale a pena pagar tanto por esse produto”. E vai atrás de artigos com o mesmo nível de qualidade, mas que posssam ser comprados por menos – entram aí os descontos e promoções especiais.  Araújo sugere três atitudes básicas para reter o consumidor, durante a crise e depois dela.

1. Entenda as necessidades e as escolhas dos clientes. Para isso, será necessário recorrer a análises de dados que mostrem seu comportamento de compra, mostrando quais produtos considera básicos, e quais não pretende abrir mão.

2. Foque em quem já está dentro da sua loja. Quem investe nos clientes antigos tem um retorno sobre o investimento sete vezes maior do que quem tenta conquistar a freguesia da concorrência. “Você precisa vender coisas diferentes para esse cliente fiel e aumentar sua frequência de compra.”

3. Melhore a sua percepção de preço. Nem sempre é preciso baixar os valores: basta trabalhar com a percepção que o cliente tem da sua marca. “Ele precisa acreditar que a relação entre o que você entrega e o que cobra é justa.” Se enxergar valor no seu produto, não se importará em pagar um pouco mais por ele.

Fonte: Portal Varejista


Leila Longo Romão

Graduada em Administração, com pós-graduação em Marketing e Vendas. Iniciou sua vida profissional como bancária do antigo Bamerindus, também atuou como professora e desde 1991 é empresária do ramo de confecções, na área industrial e lojista. Foi presidente da CDL Caçador durante quatro anos e atualmente é presidente distrital da FCDL/SC. A coluna Termômetro do Varejo traz análises de pesquisas do setor, além de orientação para os empresários lojistas, comerciantes e comerciários em geral.

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