Termômetro do Varejo
Facilidade da comunicação atual, é isso mesmo?
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Atualizado em  |  13/06/2016 13:56
Perfil
Leila Longo Romão
leilaromao@conection.com.br

Graduada em Administração, com pós-graduação em Marketing e Vendas. Iniciou sua vida profissional como bancária do antigo Bamerindus, também atuou como professora e desde 1991 é empresária do ramo de confecções, na área industrial e lojista. Foi presidente da CDL Caçador durante quatro anos e atualmente é presidente distrital da FCDL/SC. A coluna Termômetro do Varejo traz análises de pesquisas do setor, além de orientação para os empresários lojistas, comerciantes e comerciários em geral.

A facilidade da comunicação atual é abrangente e está em todo lugar, nos nossos relacionamentos, na nossa vida profissional e pessoal, substituindo a boa e velha conversa, com troca de idéias e “olho no olho”. Estamos transformando a comunicação falada em digitada/teclada? Perdemos o contato pessoal com as pessoas em nossos projetos e em nossas relações nas empresas? Nossa qualidade de vida pode ser afetada? É possível que sim.

Usamos e-mails para relatar atividades, formalizar reuniões com atas e apresentações; marcar encontros; sms em momentos que não podemos falar, apenas teclar; mensagens em WhatsApp para as equipes dos projetos ou eventos que participamos; para atualizar o que está acontecendo num determinado momento; Skype para conversas a longa distância e sem custos, a toda hora e a todo instante. Usamos mais essas ferramentas do que fazemos ligações de nossos telefones.

Então, num primeiro momento, isso tudo parece ser a solução para nossos problemas de comunicação, já que precisamos apenas de uma conexão de internet.

Por outro lado, somos abordados a todo instante pelas mensagens, acabamos sendo “julgados” por não responder de imediato, nossos dias de descanso e folga perderam sua liberdade, perdemos a chance de não sermos “achados”. No nosso trabalho, podemos ser abordados em qualquer lugar em qualquer horário. Podemos até controlar as atividades diárias, quando você se conectou pela última vez. Alguns grupos dessas ferramentas até mesmo atrapalham nosso dia, pois só enviam bobagens e coisas sem importância. E ainda, a excessiva valorização dada às mensagens em detrimento aos encontros e conversas pessoais.

Então, vamos equilibrar um pouco tudo isso e toda a tecnologia que está a nossa disposição?

1-Silencie o grupo quando ele começar a atrapalhar seu dia, ou até mesmo saia do grupo. Alguma outra mensagem importante pode ficar sem ser lida;

2-Tire o modo de visualização, assim você não precisa ser interrompido a cada mensagem recebida;

3-Estabeleça horários específicos para ler todas as mensagens e respondê-las. Isso vale pra todas as formas de comunicação atuais. Organize seu tempo;

4-Use chamadas por telefone para assuntos urgentes, assim, você vai resolver o assunto mais rápido e de forma mais esclarecedora;

5-Fique atento ao seu comportamento, seja durante reuniões e encontros, ou no dia a dia dentro de sua casa com sua família. Você pode parecer desinteressado, desligado, sem interesse, e até mal educado;

6-Use o grupo para falar com todos os funcionários, mas fale diretamente com a pessoa caso o assunto seja destinado apenas a ela;

7-Meu chefe me chamou no WhatsApp fora do expediente. O que devo fazer?... Não responda, se assim achar correto. Se responder, não fique acusando ele por te mandar outras mensagens;

8-Se você é chefe, pense nos horários que envia as mensagens e se elas não poderiam esperar momento mais oportuno;

9-Não se sinta obrigado a usar o WhatsApp no trabalho, exceto se isso for combinado antecipadamente. Você não tem essa obrigação....ainda.

Equilibrar o uso das tecnologias de comunicação disponíveis com alto desempenho e produtividade pode ser a chave para um futuro mais tranquilo e de qualidade, qualidade das relações no trabalho e nos projetos em que se está envolvida, qualidade de vida.
Fonte: GS&MD - Gouvêa de Souza


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