Toni Corrêa

O que se fala na Capital sobre as eleições catarinenses de 2018


Amigos e amigas, cheguei à conclusão de que nós, um pouco distante da Capital do estado, estamos longo das decisões e das articulações políticas.

Pois vejam o que percebi esta semana, na Capital, onde estive segunda e terça-feira (14). Falei com muita gente graúda e repasso aqui as minhas impressões. Vejamos:

- O time titular de lideranças políticas de SC ainda não entrou em campo, articulam no vácuo de alguns pretendentes que estão em busc de apoio. Entre eles o governador Raimundo Colombo (PSD), o vice Eduardo Moreira (PMDB), o senador Dário Berger e o prefeito de Joinville Udo Dohler, ambos do PMDB, Jorge Bornhausen, sem partido, e por aí a lista vai. Falam pouco, mas agem nos bastidores;

- Eduardo Moreira, até para pressionar o governador, está dizendo que só assume o governo se Raimundo Colombo renunciar no início de janeiro. Do contrário, não assume o governo e pode buscar uma vaga de senador da República. Vale destacar que o governador tem falado em renunciar na data limite, ou seja final de abril;

- Tem gente no PMDB que está apreensiva porque vários deputados eleitos pelo partido na última eleição, poderão estar fora da próxima, como Coruja quer voltar ao consultório médico, Antonio Aguiar já oficializou a saída do partido, Aldo Schineider está tratando um câncer… e também porque Mauro Mariani não embala na campanha e ainda não alcançou dois dígitos. Porém, não sei, se neste momento, este último fato quer dizer muita coisa;

- O DEM está sendo gestado sim e poderá renascer forte... fortíssimo. E pode surgir com até 6 deputados e, pasmem, com um governador;

- Júlio Garcia não é mais Conselheiro do TCE. Se aposentou e em seu lugar já assumiu José Nei Ascari. Assim Coruja, então primeiro suplente, assumiu como titular e pode mudar ideia concorrendo à reeleição. Garcia voltará à política e ao contrário do que muitos imaginam não irá para o PSD e sim para o DEM. E tem mais: não apoia as pretensões de Gelson Merísio (PSD);

- Sobre Fernando Coruja e Lages, especificamente, o PMDB avalia o retorno de Elizeu Matos. Avalia, além de manter votos no PMDB os riscos políticos de um eventual impedimento legal;

- Há dúvidas se Aldo Schneider (PMDB) terá saúde para ser candidato à reeleição e até mesmo para assumir a presidência da Alesc no ano que vem. Se isto ocorrer, o que ninguém deseja, mas não pode ser descartado, o PMDB terá que indicar outro deputado para ser presidente da Assembleia em 2018. Neste contexto, o projeto inicial de Cobalchini é se reeleger bem e buscar a presidência da Alesc em 2019. Não passa por sua cabeça ser presidente no ano que vem em um eventual impedimento de Schneider. Mas nada pode ser descartado, porque tem o aspecto partidário, que poderia convocá-lo para a missão;

- No novo DEM podem estar: Raimundo Colombo, João Paulo Kleinubing, João Rodrigues e outros nomes de peso, que ao contrário de Gelson Merísio e seu grupo no PSD, não rejeitam o PMDB;

- Diria neste momento, que a pré-candidatura ao governo do estado do deputado Gelson Merísio, está morimbunda. Se é que entendem;

- Muita gente e de vários partidos e quilates, entende que Colombo terá sérias dificuldades para se eleger senador. Para facilitar o caminho duas providências seriam necessárias: primeiro liberar o Fundam 2 e depois se aliar ao PMDB;

- Pouca gente tem dúvidas de que Esperidião Amin (PP), se candidato a governador, chegaria ao segundo turno, mas aí teria muitas dificuldades – como sempre – em agregar apoios para o segundo turno. Aliás, as pesquisas quantitativas indicam que Amin e Bauer lideram neste momento;

- No ninho tucano, três nomes despontam para compor uma majoritária: Paulo Bauer, Marcos Vieira e o prefeito de Blumenau Napoleão Bernardes. Depende do quadro que se apresentar para se entender quais chances de um deles emplacar;

- São várias as lideranças que entendem que o quadro pulverizado poderá fazer com que vários candidatos concorram e as alianças ocorreriam no segundo turno. Será mesmo?

- Udo Dholer, prefeito de Joinville está mudo. Dizem que espera um convite do partido para renunciar à prefeitura e se apresentar como candidato. Mas não congita, sob hipótese, disputar vaga internamente. Só vai se for concenso;

- Clésio Salvaro, prefeito de Criciúma e Saulo Sperotto, prefeito de Caçador, pelo que se vê estão fora das eleições de 2018. Teriam que renunciar mandatos que foram conquistados com grande apoio e expectativa de boa gestão. Seria um risco muito grande renunciar, porque além de haver garantia de eleição, ainda podem frustrar os eleitores que a eles confiaram o voto para prefeito e queimar o filme.

- E mais não digo, até porque não sei.


Toni Corrêa

Bacharel em Secretariado Executivo Bilíngue, Mestre em Ciências da Educação, atua na área da comunicação desde 1988, com longas passagens pelo rádio, jornal e portal de notícias. É também escritor, cerimonialista e palestrante. Sua coluna traz informações sobre os bastidores da política local, regional e nacional, além de economia e assuntos gerais, que interessam principalmente a Caçador e região.

tonicorrea@gmail.com