Toni Corrêa

O nebuloso cenário político nacional


O senador mineiro Aécio Neves – PSDB, envolto em um recheado cardápio de denúncias, presidente nacional dos tucanos, tratou de botar mais lenha na fogueira no fogaréu de divergências do partido ao destituir o presidente interior, o também senador Tasso Jereissati. Assim o tucanato segue sem se entender e deixa brechas para os adversários avançarem nas negociações visando as eleições presidenciais do ano que vem.

Geraldo Ackmin é um dos candidatos e vê a briga pela presidência com reservas. Evita tomar lado nas brigas porque espera o apoio de todos, em uma disputa interna – que cada vez mais – consolida o nome do governador de São Paulo.

Vejo que Ciro Gomes, do PDT, não embala a campanha, mas continua no páreo; Marina Silva sumiu do noticiário.

Aí entra Jair Bolsonaro, ainda pensando por qual partido concorrerá, com índice de mais de 20% de intensão de voto e estabilizado e Lula, mais ou menos na mesma altura.

Interessante notar que – na minha modesta opinião – Bolsonaro precisa de Lula como candidato. Me parece que, justamente para ter um opositor em quem “atirar” e tentar chegar ao segundo turno das eleições do ano que vem.

O fato é que o cenário ainda é muito nebuloso e penso que é aí que ainda podem surgir fatos novos, como por exemplo um Luciano Huck da vida (que a Globo está vetando e até ameaçando demitir) ou alguém com este perfil. Um perfil de não-político, para fugir deste problema todo em que os próprios políticos se meteram, com tantos malfeitos.

E para quem pensa que Huck tá sozinho é bom lembrar que tem muita gente graúda por trás dele. Um destes é justamente Fernando Henrique Cardoso, íntimo da família. Aliás, tem três ou quatro partido disputando sua filiação.

Pelo sim, pelo não, acho que o apresentador de televisão vai mesmo é continuar na Globo.

Quem parece estar enfraquecido nos últimos dias é o prefeito paulistano João Dória Jr – PSDB, mais propenso a terminar o recém iniciado mandato e, no máximo, pensando em uma candidatura a governador de São Paulo.

Mas ainda é muito cedo para definições. Será mesmo?


Toni Corrêa

Bacharel em Secretariado Executivo Bilíngue, Mestre em Ciências da Educação, atua na área da comunicação desde 1988, com longas passagens pelo rádio, jornal e portal de notícias. É também escritor, cerimonialista e palestrante. Sua coluna traz informações sobre os bastidores da política local, regional e nacional, além de economia e assuntos gerais, que interessam principalmente a Caçador e região.

tonicorrea@gmail.com