Toni Corrêa

Eduardo Moreira: quieto sim, isolado não


Tenho a informação de várias lideranças peemedebistas de que o vice-governador Eduardo Moreira (PMDB) não pode ser considerado carta fora do baralho nas eleições do ano que vem.

Pouca gente fala dele e ele também não faz muita questão de ficar dando declarações políticas. Mas há um fato que deve ser considerado: é vice-governador e poderá vir a ocupar o cargo de governador, com a – quase cerca – renúncia do governador Raimundo Colombo (PSD) para concorrer ao Senado da República.

Colombo sabe que o PMDB tem força suficiente para leva-lo ao Senado, como tem esta questão com o vice, ao contrário do presidente de seu partido, o deputado estadual Gelson Merísio, não decarta uma coligação com o PMDB.

E Eduardo Moreira, sabendo de tudo isto que poderá acontecer, mantém articulações políticas nos bastidores, que entrar em choque internamente no partido ou com outras lideranças.

Moreira tem um leque de opções e pode surpreender. Só não pode concorrer a vice novamente. Pode ser candidato a governador mesmo que esteja ocupando o cargo (concorreria à reeleição, no caso), pode não concorrer e encerrar o mandato como governador, como pode ser candidato ao Senado.

Só não pensem que abandonou a política.

Na semana passada jantou em sua casa com o deputado Valdir Cobalchini (PMDB) e alguns prefeitos do PMDB. Embora não abra o jogo, sabe que em algum momento o baralho poderá lhe dar a oportunidade de ser o carteiro.


Toni Corrêa

Bacharel em Secretariado Executivo Bilíngue, Mestre em Ciências da Educação, atua na área da comunicação desde 1988, com longas passagens pelo rádio, jornal e portal de notícias. É também escritor, cerimonialista e palestrante. Sua coluna traz informações sobre os bastidores da política local, regional e nacional, além de economia e assuntos gerais, que interessam principalmente a Caçador e região.

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