Toni Corrêa

Eleições 2018: muitas conjecturas, nenhuma decisão


Tenho ouvido muita gente nos últimos dias e não vejo muita claridade nas eleições para a presidência e para o governo do estado de Santa Catarina.

No plano nacional, quero crer que para poder fazer alguma análise, primeiro é preciso que o "centrão" defina seu(s) nome(s). Explico: a esquerda está com Lula (PT), a direita com Bolsonaro (PSL) e o centro, ainda não apresentou um nome, sendo que há vários deles circulando, porém se definições. Dentre os nomes estão Alckmin (PSDB), Rodrigo Maia (DEM) e Henrique Meirelles (PSD). E tem ainda o MDB que não definiu quem apoiará, mas alguns caciques dizem que apoiará quem defender o legado de Temer, algo difícil.

Então, para mim, pouco a se comentar em termos de perspectivas, sem o (s) candidato (s) de centro.

No governo do estado, a indefinição não tem precedentes.

Eduardo Moreira (MDB), tido como completamente ora, ameaça concorrer uma vez que estará no comando do governo. Mas e Mariani, Udo e Berger?

Mensageiros da Capital davam como certa a retirada da candidatura de Merísio, mas isto ainda não ocorreu e não se sabe se ocorrerá. Os tucanos acenam com a candidatura de Bauer, provável mas dependente de apoios. E tem Amin (PP), também havido por concorrer novamente.

Estrategistas partidários marcam passo e miram os passos dos adversários.

Creio que tudo pode acontecer, menos o PT apoiar os tucanos e o MDB.


Toni Corrêa

Bacharel em Secretariado Executivo Bilíngue, Mestre em Ciências da Educação, atua na área da comunicação desde 1988, com longas passagens pelo rádio, jornal e portal de notícias. É também escritor, cerimonialista e palestrante. Sua coluna traz informações sobre os bastidores da política local, regional e nacional, além de economia e assuntos gerais, que interessam principalmente a Caçador e região.

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