Caderno C

Velhas Virgens detonam no palco da I Am Bier


Aviso: Não leia esta crônica! O conteúdo é inadequado aos menores e aos que sofrem de algum problema cardíaco.

Começo pedindo autorização aos leitores, pois a coisa pesou mesmo... O nível da baixaria é alto e a Velhas Virgens, uma das melhores bandas de rock do Brasil é, também, a mais grosseira, chula, putanheira e bêbada da história do rock tupiniquim.

A I Am Bier Club lotou para assistir as Velhas Virgens, mas começou a noite ao som da banda Don Corleone que sacudiu tudo e todos até o momento em que as Velhas Virgens subiram ao palco e ninguém mais conseguiu se conter. Como diria Roberto Frejat do Barão Vermelho: “Agora o rock’n’roll vai rolar e vai direto!”

Nús e crus, as Velhas mostraram o que é rock no palco da I Am Bier, desceram o pau sem dó e nem piedade. Tocaram todos os seus sucessos e desfilaram o seu figurino básico de mecânico, com seus macacões azuis enquanto Paulão e Ju alternavam figurinos pra lá de excêntricos e muito divertidos. Paulão começou o show vestindo um traje de bruxo com direito a chapéu e tudo mais, depois chamou Ju que entrou vestida de versão feminina de Angus Young do AC/DC, com direito a boné com chifrinhos. Logo depois Paulão voltou ao palco vestido de roqueiro malucão. A Ju saiu e retornou de noiva, logo despindo-se do vestido, ficando de “bailarina de Cancan” com cinta-liga e tudo mais. Quando achávamos que ia ficar por isso mesmo, Paulão adentra ao palco de colete jeans, chapéu tipo cowboy, óculos escuros e cueca boxer. Sem comentários. E para o gran finale Paulão retorna ao palco com sua tradicional cueca samba-canção e camiseta sem mangas. Para quem não sabe, ele sempre fica de cuecas em seus shows, faz parte da personalidade cafajeste deste senhor que atualmente representa toda a irreverência do rock’n’roll brasileiro.

Invocaram Raul Seixas já de cara pra começar a putaria e aí a casa caiu.

Segue o set list da banda: Sapato 36, Já dizia o Raul, Vocês não sabem, Beijos de corpo, Eu bebo sim, A mulher do diabo, Lambendo com a testa, A mulher e a galinha, Abre essas pernas, Madrugada e meia, Eu não quero mais, Siririca baby, Vampiro, Não vale nada, Selvagem do asfalto, Pão com cerveja, Uns drinks.

No bis tocaram estas: Cafajeste, As mulheres e Nelson, Deus é pai, Tudo que a gente faz e finalizando, Toda puta mora longe.

A noite não poderia ter sido melhor e nem menos chula, pois a cada 3 palavras, 4 eram de baixo calão.

O público presente saiu satisfeito. Teve rock a noite toda regado a boa cerveja. Uma festa onde não houve espaço pra tristeza porque o Rock não dá trégua às coisas ruins.
Como dizem os Stones: “It’s only rock’n’roll, but I like it!” (É só rock’n’roll, mas eu gosto!)

Fica o convite para o dia 21/12 neste mesmo local onde teremos a presença da banda punk gaúcha Tequila Baby.

Abraços e nos vemos por aí!

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