Júri popular

Acusado de mandar matar Amélia Bertotto é condenado a 18 anos de prisão

Outro réu, Valdecir Budal, foi absolvido a pedido do próprio Ministério Público

O Tribunal do Júri de Caçador condenou nesta terça-feira (26) o réu Cloreni de Almeida, ex-vereador de Calmon conhecido como Nerizinho, a 18 anos e oito meses de reclusão pela morte de Amélia Bertotto. Ele foi considerado mandante do crime. Já o réu Valdecir Budal, policial militar da reserva, foi absolvido.


Nerizinho sendo preso em 2012 pela Polícia Civil

O júri popular durou cerca de 11h. A sentença foi lida pelo juiz Gilberto Kilian dos Anjos por volta das 20h30. Nerizinho, que aguardava o julgamento solto, foi condenado pelo crime de homicídio duplamente qualificado, mas poderá recorrer em liberdade.

A promotora Luciana Leal Musa, que fez a acusação em plenário, considerou justa a pena aplicada ao Nerizinho. Nas suas alegações, a representante do Ministério Público pediu a absolvição do policial militar por falta de provas da sua participação no crime, cuja tese foi aceita pela maioria dos jurados.


Gastão alega que os réus são inocentes

Já na opinião do advogado Claudio Gastão Filho, que defendeu os dois réus, não houve homicídio, mas sim um roubo seguido de morte. Ele alegou que o crime foi cometido por outras duas pessoas que já foram condenadas em 2015. A defesa se retirou do tribunal antes da leitura da sentença e por isso não deu entrevista à imprensa.

Relembre

O crime ocorreu no dia 22 de setembro de 2012 na comunidade São João de Cima, interior de Calmon. Amélia estava sozinha em casa quando foi atingida por um tiro na face e morreu na hora.


Casa onde Amélia foi morta a tiros

Um adolescente de 15 anos, Jhonatan Kowaltski, chegou no local no momento que os criminosos fugiam e também foi baleado. Ele foi conduzido ao hospital Maicé, em Caçador, e sobreviveu.

Há suspeitas que o homicídio tenha sido cometido por desavenças políticas. Cloreni (Nerizinho), na época vereador de Calmon, foi apontado pela polícia como mandante do crime, mas ele negou as acusações. Na época do crime, ele foi reeleito.

Outras três pessoas já foram condenadas por participação no crime: Alisson Donysett de Almeida (filho do ex-vereador), Edinei Cleiton Vieira e José de Melo Alves. O júri ocorreu em 2015. Alisson e José foram condenados a 15 anos de reclusão, e Edinei a 10 anos.



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