Opinião

Sociedade capitalista, por Luiz Carlos Fracari

"A fortuna dos bilionários cresceu 13%, o salário dos trabalhadores aumenta 2%"

SOCIEDADE CAPITALISTA 

Acumulando capitais, nem que isto custe todas as forças de todos os empregados de determinada entidade empresarial, é o que vemos diariamente em todos os ramos de nossa economia. Desde que descobrimos que a revolução industrial gerava mais recursos e lucros produzindo mais rápido trocando a mão-de-obra braçal pela mão-de-obra mecanizada, viemos acumulando riquezas , não se importando com a história de vida de cada indivíduo, mas com quanto de produção cada indivíduo pode produzir para o rápido crescimento da empresa.Alguns indivíduos sobressaíram-se talvez pela oportunidade que tiveram aproveitaram a condição para ganhar dinheiro, produzir e acumular riquezas.Exemplos desses cidadãos foram os Americanosem meados do século XIX e início do século XX, John D. Rockefeller, petróleo, Andrew Carnegie, aço , Cornelius Vanderbilt, ferrovias e Henri Ford, automóveis , formaram o âmago do capitalismo na América, ditaram o que seria copiado pela maioria dos países do mundo.Quem detinha o poder, instituía as leis, ditavam as regras, manipulavam a economia mundial. Construíram o país aproveitando as necessidades da população e utilizando a mão-de-obra da própria população que dependiam do sucesso destes empreendedores modernos.As oportunidades da mesma forma que apareceram para estes empreendedores, iriam aparecer para toda a população, quem tivesse a coragem e a astúcia de empreender, também iria se juntar a lista dos bilionários da América Capitalista, todos teriam a mesma condição de buscar sucesso ou não.

Atualmente os Países Capitalistas são responsáveis por 60% da produção industrial e 70% do comércio internacional, são exemplos de países capitalistas atuais: Estados Unidos, Japão, Alemanha, Canada, França, Itália, Rússia, Brasil, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Argentina, Chile, Uruguai, Holanda. A concentração de renda retira do mercado, exclui do consumismo algumas classes sociais,que fica estagnada, até o momento em que haja investimentos internacionais, em determinado país, paraque a economia floresça novamente, mas a perda deste não consumismo não tem volta.E assim sucessivamente o Capitalismo tem crises , de tempos em tempos surge um problema de grandes proporções que afeta primeiro o país dominante que vai se espalhando para os emergentes que afeta profundamente uma economia ou um país, caso não tiver estrutura para saída da crise consequentemente irá desencadear um processo de perdas significativas para toda a população destes países afetados criando um exército industrial de reserva. Com a concentração de capitais na mão de poucos privilegiados, a condição de vida e trabalho dos menos favorecidos pelo capitalismo foram se degradando aos poucos, houve uma vasta diferença (distância) entre os privilegiados e os não privilegiados ao ponto de cada pessoa destas viver com menos de US$ 1,90 por dia.

Podemos verificar então que em alguns países o Capitalismo gera renda percapita suficiente para os cidadãos viverem com dignidade, tendo bons salários, nível de vida ótima, e conseguem fazer planos para o futuro, mesmo assim, 82% de toda a riqueza geradaficou nas mãos do 1% mais rico da população.Isso que estamos falando dos países desenvolvidos, os chamados mais ricos . A situação dos países sub desenvolvidos têm uma situação bem diferente e crítica em algumas camadas sociais, por exemplo: os cinco homens mais ricos do Brasil tem riqueza equivalente à metade da população mais pobre do país. Isso quer dizer quetinham juntos a mesma quantia do que cerca de 100 milhões de pessoas. O país ganhou mais 12 bilionários, que agora somam 43 pessoas. A fortuna desses super ricos chega a US$ 549 bilhões, ou 43,52% da riqueza do país. Enquanto isso, a metade mais pobre da população brasileira controlava apenas 2% da riqueza nacional.

É claro que precisamos observar todas as condições diferentes dos países capitalistas entre política,social, ambiental, econômica. Ao longo dos últimos anos, enquanto o 1% mais rico capturou 27% do crescimento da renda global, mas a metade mais pobre do mundo ficou com 13% de cada dólar inserido na economia. Mantendo o mesmo nível de desigualdade, a economia global precisaria crescer 175 vezes para permitir que todos passassem a ganhar mais de US$ 5 por dia. Houve um aumento histórico da quantidade de bilionários. Esse número cresceu de forma muito impressionante, a cada dois dias surgiu um novo bilionário.

O capitalismo privilegia o empreendedorismo, quem empreende, pode do nada ficar milionário, pode do nada mudar sua situação financeira de degradante para privilegiada. Possuindo todos as condições materiais e intelectuais o cidadão pode transformar, criar condições e sobressair-se. Por exemplo o grupo de pessoas com mais de US$ 1 bilhão reúne hoje 2.043 pessoas, enquanto que a fortuna dos bilionários cresceu 13%, o salário dos trabalhadores aumenta, em média, 2% ao ano. Isso mostra que a crise não afeta aqueles que estão no topo do topo.

Assinado,

Luiz Carlos Fracari



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