Mundo Novo
A decadência da música brasileira
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Atualizado em  |  12/12/2012 11:48
Perfil
Júlio César Moschetta da Silva
julionatural@yahoo.com.br

Graduado em Engenharia Ambiental, especialista em Educação Ambiental e Gestão de Recursos Hídricos. Atuante em Conselhos Municipais em Caçador, Comitê da Bacia do Rio do Peixe e OnG Gato do Mato. Na coluna Mundo Novo Júlio escreve sobre assuntos ambientais, relacionando o tema com o desenvolvimento humano. Também aborda assuntos de caráter filosófico, abrindo discussão sobre a consciência humana.

Olá amigo leitor

Acredito que o tema de hoje deve interessar muitos, ou pelo menos, aqueles que ainda tem um pouco de consciência referente a decadência da música brasileira; aqueles que viveram em um época onde uma música necessitava de uma letra inteligente.

Há alguns dias atrás estive viajando e como o som do meu carro não estava aceitando CDs nem pen-drive com minhas tradicionais músicas, só tive acesso às rádios dos locais por onde eu passava.  Isso até que foi interessante, pois me deparei com uma realidade que até então me parecia pouco problemática. MEU PAI.... O que está acontecendo com a preferência musical em nosso país? Eu passava de uma estação para a outra e a única coisa que se ouvia eram letras vulgares e hipocrisias baratas.

Onde foram parar as letras de música que traduziam uma obra de arte? As letras das músicas de hoje em dia só tratam de sexo e “comprar um carrão para pegar todas”; que moral é repassada para as nossas crianças?  Bem, neste sentido vou repassar um trecho do texto de Nandy Martins, que exprime muito bem esta questão. Vamos lá:

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“ Infelizmente a música brasileira não possui mais conteúdo, mensagens, poesias ou rebeldia com justa causa. As músicas não são mais utilizadas para defenderem ideais.Muita coisa mudou e deixou saudades da época em que o Brasil tinha grandes compositores e cantores, como Renato Russo, Cazuza e Tom Jobim, sem contar as maravilhosas letras que traziam mensagens profundas, que se misturavam com tudo o que vivíamos e sentíamos...Há muito tempo atrás, podíamos dançar ou escutar verdadeiras músicas. Naquele tempo existiam verdadeiras canções, e hoje nos deparamos com a triste realidade em que qualquer um, com ou sem dom, compõe, canta e faz sucesso! Vivemos numa época em que o ridículo é muito bem aceito. Assim vamos sendo obrigados a escutar hits como tchê tchê Rere ou ai se eu te pego. Esses dois hits citados são apenas dois exemplos patéticos do quão ruim é o momento da música brasileira. O pior é que esses sons estão dominando o país e as verdadeiras letras estão ficando em segundo plano. Claro, não é? Já que o sucesso se alcança criando uma estrofe tosca e bolando um gingado mais tosco ainda. A verdade é que as letras atuais são tão ridículas que não deveriam ser chamadas de músicas. Parando de lamentar e tentando entender (se é que é possível) como chegamos nisso? Como podemos ouvir ou dar ibope a algo tão ruim?  A culpa em parte é do mercado da música, que passou a produzir dois tipos de cantores: o comercial e o artista. Sendo que o primeiro é bom porque faz um hit que estoura nas paradas de sucesso, como o rebolation. Só que essa música, por ser um produto descartável, não será relembrada por muito tempo. O segundo tipo é composto por aqueles que realmente possuem talento, que são raros. Aqui entra a parcela dos outros culpados: Nós, consumidores! Temos dado tanto ibope para diversas porcarias que nem mais reconhecemos os bons artistas! Enquanto mantermos essa postura não teremos grandes compositores ou cantores, teremos apenas palhaços com suas músicas vergonhosas. Na verdade, grandes  sábios, não é? Porque o termo "palhaços" se encaixaria melhor a nós, por sermos adeptos ao lixo que circula por aí!”

Um grande abraço para todos e até a próxima.

Júlio César Moschetta da Silva


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