Palavra Andante
Desilusões
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Atualizado em  |  16/08/2013 17:50
Perfil
Rodrigo Espinosa Cabral
rodrigoec@gmail.com

Rodrigo Espinosa Cabral, brasileiro, vegetariano, gremista. Um pedaço de poeira cósmica que, às vezes, escreve. Palavra Andante, um passeio pelo mundo das letras.

— Ai amiga, eu tô tão desiludida com ele!

— Mas quem boooom!!!

— Hã? Eu disse que estou desiludida e você acha bom?

— Claro!

— Por quê?

foto1
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— Que bom que você está desiludida. Qual seria sua alternativa? Ficar iludida? Era isso realmente que você queria? Ficar iludida?

— Sim... Não. Ai, não sei.

—  Eu vi numa palestra ótima, duma mulher chamada Dulce Magalhães, que se desiludir é o máximo!

— Sériooo?!

— Olha, eu fiquei assim também no começo, abismada. Mas agora acho que faz sentido. A desilusão tira uma máscara da gente. Essa máscara era confortável, nos protegia um pouco, mas tinha um problema.

— Qual?

— A máscara da ilusão não deixa a gente ver e sentir o mundo do jeito que ele merece.

— Como assim, amiga?

— Quando a gente tá iludido com uma ideia, um carro, um amor... A gente vê o mundo só através dessa emoção. E esquece do resto. Esquece dos amigos, do mundo e de nós mesmos...

— E isso é um ruim, né?

— O mundo é muito mais múltiplo do que esse recorte que fazemos. Ou que fazem com a gente.

—  Sei, mas a minha vida era ele... e agora ele se foi!

— GRA-ÇAS-A-DEUS! Agora você tem a sua vida de volta para você!

— Mas o que eu vou fazer agora?

— Vem comigo.

— Aonde?

E partiram em buscas de novas ilusões.

Rodrigo Espinosa Cabral


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