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Amor & Sexo
O que é melhor? Estar solteira ou estar casada
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Atualizado em  |  27/09/2013 17:47
Perfil
Lidiane Cattani
cattanirabello@hotmail.com

Depois de conversas e conselhos sobre relacionamentos amorosos à amigas, Lidiane passou a publicar essas histórias e opiniões. Os artigos deram tão certo que já são três anos desse trabalho. A participação do leitor e as pautas sobre o assunto são muitas, o que garante boas histórias. A popularidade da coluna se justifica pelo fato dos leitores se identificarem com as situações e pela forma descontraída como a autora conduz as respostas. A maioria dos artigos são apimentados, o que aguça a curiosidade do leitor.

“Boa noite Lidiane. Resolvi escrever para você porque senti falta da sua coluna. Faz algumas semanas que não vejo atualização no site. Achei que você não estava respondendo por que não tinha a quem responder. Muitas das minhas amigas dizem que morrem de vontade de escrever para você, só não o fazem por medo, vergonha ou receio que alguém identifique a história. Mas, posso lhe garantir que são suas fiéis seguidoras. Falo por mim e por elas, todas adoram seus comentários. Você é muito corajosa e ousada! Admiro sua personalidade. Você é uma mulher com garra, autêntica e por onde passa deixa sua marca. Por isso me inspirei, tomei coragem e escrevi. Quero dividir com você as minhas frustrações.

Sabe Lidi, ganhei a vida fazendo o que mais gosto, amo minha profissão e sou valorizada e reconhecida por ela. Mas infelizmente, deixei minha vida pessoal de lado. Hoje sou uma mulher com meus quase 50 anos, tenho meu carro, minha casa, algum patrimônio e uma vida de solidão. Tive alguns amores ao longo da minha vida, mas nenhum chegou ao ponto de constituir uma família. Quando o relacionamento começava a ficar sério, ou eu me afastava ou o rapaz se afastava. Os anos foram passando e cada vez mais via a possibilidade de ter alguém por mim e para mim escapar pelos meus dedos. Apesar de ser uma mulher atraente, não sou mais uma jovenzinha e também não posso e não quero me comportar com tal. Não me vejo mais saindo todo o final de semana para baladas. E as viagens não tem mais graça sem uma companhia masculina. Me sinto sempre numa busca incessante pela minha alma gêmea. É frustrante sair, encontrar alguém, se envolver com esse alguém e no dia seguinte saber que não tem esse alguém, que esse alguém foi simplesmente uma transa. Por quê está tão difícil se relacionar? Eu não peço muito, só quero um única e verdadeiro amor e, claro que correspondido.

Lidi, eu e minhas amigas, saímos por aí a procura desse alguém e o que mais encontramos são homens que só querem curtir a vida. Normalmente são homens casados, separados e também solteiros que não querem compromisso. Querem apenas companhia para satisfazer seus prazeres carnais. A gente se envolve, sim, porque você sabe como é mulher, bastou o cara dar um pouco de atenção que logo achamos que é um futuro candidato a marido. Eu, ao longo dos meus anos de vida, ainda caio nessa conversa. O pior é que não sei como devo agir, se faço joguinho ele some e se sou fácil demais ele some também. Mas Lidiane, o que mais eu queria hoje era encontrar alguém para chamar de meu. Alguém que quisesse dividir sua vida comigo. Alguém que quisesse as mesmas coisas que eu quero. Mas, está difícil! Daí vem o outro lado da moeda, converso com amigas casadas que reclamam da vida de casada. Dizem que tem marido dentro de casa só de corpo presente, que se sentem mais sozinhas com eles em casa, do que se estivem literalmente sozinhas. Elas comentam que também não fazem questão da aproximação do marido na cama, nem fora dela. Muitas chegam a ficar mais de meses sem transar com o marido e quando transam, transam por obrigação. Daí eu fico pensando: Eu dava tudo para ter alguém, nem que fosse para dormir de conchinha. E elas, que tem um marido disponível ali do lado, não dão importância nenhuma. O que é melhor? Estar solteira ou estar casada. O que acha Lidiane?” Vanessa (nome fictício) – Bairro dos Municípios

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Olá Vanessa! Obrigada por escrever. Eu também sinto de não atualizar a coluna. Sinto muita falta de dar ‘pitacos’ nos relacionamentos. Tenho mil casos interessantíssimos para dividir com vocês. Muitos casos que surgem de conversas com as mais variadas pessoas no meu dia a dia. Ando meio ausente porque, graças a Deus, ando com a minha agenda cheia de compromissos de trabalho e estudo, fora que agora meus finais de semana são preenchidos com a companhia do meu marido, tempo esse que antes era preenchido e dedicado somente ao trabalho e ao estudo. Mas, pode deixar, aos poucos, vou achando tempo para voltar a rotina e cumprir com minhas obrigações, junto a vocês, meus fiéis seguidores.

Bom, agora vamos ao seu caso. Amiga, o que é melhor: estar casada ou estar solteira? Bom, acho que tudo depende do grau que está a sua FELICIDADE. Como está a sua paz de espírito, o seu equilíbrio emocional. Vanessa, como você, conheço pessoas solteiras que estão numa busca eterna atrás de um amor. Eu fui uma dessas pessoas que buscava o amor. Por mais que eu estive realizada profissionalmente, eu sentia que ainda faltava algo, faltava algo chamado de amor. Para mim, ninguém é feliz sem amar e ser amado. E a forma como eu preenchia essa falta era inventando mil formas de ocupar o meu tempo para não pensar na falta que fazia um amor. Por isso hoje não me condeno por passar os meus finais de semana curtindo a vida em família. A melhor coisa que tem é estar junto, vivendo cada momento, cada instante, com as pessoas que amamos. No meu caso, hoje, o trabalho e o estudo ficaram para o horário do expediente. Eu lembro que quando eu estava sozinha eu tinha mil compromissos de trabalho e vivia estudando tudo o que aparecia pela frente, tudo isso era uma fuga, uma fuga da solidão. Que hoje, foi preenchida pelo amor. Hoje me sinto mais leve, mais serena, tenho paz de espírito, estou muito feliz, não me cobra tanto, vivo um dia de cada vez e não sinto mais a necessidade de mostrar para as pessoas quem é e o que faz Lidiane Cattani. Procuro dedicar o meu tempo livre para mim, para ficar à toa, ociosa, lagarteando, simplesmente estou vivendo a vida em sua plenitude. Não precisamos de muito para ser feliz, precisamos apenas amar e ser amados. E o amor é nosso refúgio, é o nosso porto seguro.

Outro dia na aula do professor Valter Andrighetti, assistimos um vídeo curtinho que relatava a história de um empresário muito bem sucedido que conquistou tudo o que queria na vida. Tinha família (mulher, filhos), se tornou um empresário muito bem sucedido e conquistou tudo o que o dinheiro pode comprar, além de poder. E apesar de ter dinheiro para fazer tudo o que quisesse não tinha tempo para usufruir dessa fortuna, seu único pensamento era achar formas de cada vez mais acumular capital. Mas para quê?

O empresário estava tão obcecado com os negócios que não se deu conta de que estamos nesta vida de passagem e que a qualquer momento a hora da morte pode chegar. E essa é a única certeza que temos: a da morte. Só não sabemos quando ela virá. Por isso temos que viver a vida em sua plenitude a cada instante, porque a felicidade se dá em simples acontecimentos, a felicidade está em pequenos detalhes.

É, e para o empresário a morte chegou. E quando ela bateu em sua porta, ele se deu conta que queria aproveitar os pequenos detalhes da vida. Como por exemplo: o convívio em família, os momentos de lazer. A morte lhe deu cinco dias de vida e, neste momento ele quis recuperar o tempo perdido e que não volta mais. Deixou todos os seus compromissos para traz e foi curtir o pouco tempo que lhe restava com quem realmente tinha importância. E você, como está aproveitando o seu tempo?

Por isso Vanessa, não se cobre tanto, não existe uma fórmula para o amor. E amor, infelizmente, não se encontra na gôndola do supermercado. Amiga, o que não pode acontecer é se fechar para o amor. Desencana! Quando você menos esperar ele vai aparece em sua vida. É uma questão de tempo. Enquanto ele não chega, procure ser feliz sozinha, ocupando seu tempo com atividades que lhe dão prazer. E seja seleta sim, não deixe que os homens te usem apenas para se satisfazer. Está na hora dos homens começarem a ter uma certa dificuldade para ter acesso ao sexo. Concorda Vanessa? Amiga, mulheres fáceis infelizmente sempre vão existir e você não precisa se igualar a elas, tem que ser diferente, sim, principalmente se quer que alguém te leve a sério.

Agora vamos falar da vida em matrimônio. Vanessa, o que tenho a dizer sobre a vida de casado, é que devemos aproveitar a ‘ferramenta’ que temos em casa. Nosso! Ter um homem em casa é muito bom! Não só para cortar a grama, trocar telha, desentupir os canos, lavar e secar a louça; homem em casa é bom para fazer o café, o almoço e o jantar juntos; homem em casa é bom porque temos companhia para ir em todos os lugares acompanhada; homem em casa é bom para se sentir segura e protegida, por mais que sejamos independentes; homem em casa é bom para se fazer planos e conquistar sonhos; homem em casa é bom para ter SEXO a hora que bem entender. E não vai me dizer que você não gosta mais de sexo! Sexo faz bem para a pele, para o cabelo, para o alto-astral, para o bom humor. Sexo é adrenalina pura, principalmente quando se chega ao orgasmo. Sexo faz relaxar, dormir bem, desestressar.

Vanessa, estar casada só não é bom, quando o homem ou a mulher RELAXA e não aproveita mais a ‘ferramenta’, o bem mais precioso de um casamento, que é o parceiro ou a parceira. Por isso se você der amor, receberá amor. Se der carinho, receberá carinho. Se respeitar, será respeitado. Amiga, qualquer relacionamento é movido por ações, atitudes, quando se para de dar, para de receber também. Pense nisso

Com carinho,

Lidiane Cattani Rabello - jornalista


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