Termômetro do Varejo
60,4% dos brasileiros preferem autoatendimento no varejo
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Atualizado em  |  13/10/2016 18:41
Perfil
Leila Longo Romão
leilaromao@conection.com.br

Graduada em Administração, com pós-graduação em Marketing e Vendas. Iniciou sua vida profissional como bancária do antigo Bamerindus, também atuou como professora e desde 1991 é empresária do ramo de confecções, na área industrial e lojista. Foi presidente da CDL Caçador durante quatro anos e atualmente é presidente distrital da FCDL/SC. A coluna Termômetro do Varejo traz análises de pesquisas do setor, além de orientação para os empresários lojistas, comerciantes e comerciários em geral.

O varejo brasileiro deverá passar por importantes mudanças nos próximos anos – e essa mudança partirá do próprio consumidor. Uma pesquisa aponta que 60,4% dos brasileiros pretendem realizar suas compras através de autoatendimento nos próximos três anos. A constatação vem de um estudo da Croma Marketing Solutions, apoiada por marcas como Coca-Cola, Carrefour e Via Varejo, que buscou tendências sobre o impacto da tecnologia no mercado varejista e nas experiências de compras dos brasileiros, em diferentes segmentos, canais e formatos de pontos de venda, até 2019.

De acordo com os entrevistados – cerca de 3 mil compradores, de ambos os sexos, entre 16 e 60 anos, das classes A, B e C, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Distrito Federal, Manaus, Recife e Porto Alegre – o atendimento por conta própria é a principal tendência.

“Além da opção da compra on-line e da retirada na loja física, o varejo self-service vai primar pela conveniência e experiência autoral de compra. Check-out automático e personalização de layout são alguns viabilizadores dessa tendência” explica Edmar Bulla, CEO da Croma Marketing Solutions.

“Quem mais rapidamente se adequar às demandas do shopper (comprador), ganhará eficiência e alcançará melhores resultados. O omnichannel (consumidor de hoje é multicanal, ou seja, compra em diversos canais e pode cruzar compras em ambientes físicos e virtuais), quando comparado a uma expansão física, é uma forma barata de ampliar negócios e está 100% pautado em experiências, algo que os compradores priorizam”, reforça Bulla.

Devido a esse panorama e ao fato de as próximas massas ativas de consumo serem conectadas, Bulla afirma que serão necessárias adaptações para a reinvenção do varejo nacional para atender a esse público. “É imprescindível que as empresas se atentem mais às ocasiões de compra do que apenas inovar pensando em ocasiões de consumo. O trade está defasado em soluções para o shopper”, afirma.

Segundo o estudo, será necessário investimento em estratégias de big data, CRM e neurociência cognitiva para mapear o comportamento do comprador brasileiro. Segundo o levantamento, a figura do vendedor torna-se mais descartável no ponto de venda e influencia menos no ato da compra. No seu lugar entra a figura do consultor, que dará apenas as informações solicitadas pelo consumidor, mais autossuficientes na sua busca por produtos.

“Eles preferem comprar quando e onde for mais conveniente, sem necessariamente a presença de um atendente por perto. Isso impulsionará o conceito omnichannel, o qual demanda ainda muitas mudanças na operação”, descreve o executivo.

Ainda de acordo com a análise, o mobile estará em alta nos próximos anos, devido à alta conectividade do público, e será o único recurso capaz de unir o varejo físico com o online, com as empresas usando os smartphones dos clientes para buscar informações de personalização e até precificação dinâmica.

Fonte: Portal Gouvêa de Souza


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